Brasília será palco, nesta sexta-feira (16), de uma ação de agências da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada à inovação nos sistemas agroalimentares e aos desafios da fome e da má alimentação. A programação, associada ao Dia Mundial da Alimentação, terá uma projeção no Conic e conteúdos distribuídos em plataformas digitais.
Com o tema “Inovar Hoje para Nutrir o Amanhã”, a campanha prevê a exibição de um vídeo institucional no Conic, centro comercial e cultural da capital federal. A apresentação está marcada para as 18h e poderá ser vista de locais como a Esplanada dos Ministérios e a Rodoviária do Plano Piloto.
Inovação além da tecnologia
O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Jorge Meza, afirmou que o conceito de inovação usado na campanha não se limita ao investimento em tecnologia de ponta. Segundo ele, também envolve novas maneiras de aplicar conhecimentos tradicionais, compartilhar experiências, conectar saberes e desenvolver soluções adaptadas às realidades locais.
A proposta apresentada pelas agências da ONU é mostrar como essas práticas podem contribuir para sistemas agroalimentares sustentáveis, inclusivos e resilientes. A ação em Brasília será acompanhada por uma campanha digital direcionada especialmente ao público infantil e às famílias.
Personagem aborda fome e alimentação
Entre os conteúdos digitais está um desenho animado com os personagens José Totoy e o Comilão. Mensagens com o personagem também serão exibidas em prédios e placas urbanas. Na história, José Totoy aborda os desafios da fome e da má alimentação por meio de uma narrativa voltada às crianças.
O personagem brasileiro, conhecido pelo sorriso colorido e pelo hábito de cultivar aquilo que come, foi escolhido como Herói da Alimentação e Campeão da FAO. A campanha é resultado de uma parceria com a Totoy Corp, empresa responsável pela criação do personagem.
De acordo com Meza, a iniciativa pretende aproximar crianças e famílias de assuntos relacionados à alimentação, à nutrição e ao desenvolvimento sustentável. Ele também afirmou que o contato com esses temas desde cedo pode contribuir para a formação dos futuros responsáveis por decisões sobre os sistemas agroalimentares e o planeta.
Distribuição em vários países
Os conteúdos de José Totoy estão disponíveis em mais de 30 idiomas em plataformas de streaming e no YouTube. Os canais globais do personagem somam mais de 50 milhões de seguidores e registram até 26 bilhões de visualizações, segundo as informações divulgadas sobre a campanha.
André Vaz, criador do personagem e do desenho e cofundador da Totoy Corp, afirmou que a parceria permite levar o tema da alimentação à rotina das crianças. O desenho ficará disponível no canal da Totoy no YouTube e nas plataformas digitais dos parceiros da campanha: FAO, Programa Mundial de Alimentos (WFP), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).
Serão oferecidas versões em português, espanhol e inglês. Pelo YouTube, a previsão é de alcance em cerca de 190 países.
Atividades para crianças e jovens
A programação inclui ainda uma animação produzida pela FAO e a versão digital do livro de atividades Os Heróis da Alimentação. O material foi apresentado como apoio para que pais e professores trabalhem com as crianças questões relacionadas às inovações nos sistemas agroalimentares e aos desafios globais.
Outra iniciativa é o concurso internacional de cartazes do Dia Mundial da Alimentação 2026. As inscrições ficam abertas até 6 de novembro e são destinadas a crianças e jovens de 5 a 19 anos de qualquer parte do mundo.
Para participar, é necessário preencher um formulário de inscrição e enviar um cartaz original em formato JPEG, sem uso de inteligência artificial. Menores de idade precisam apresentar autorização dos pais ou responsáveis legais. A premiação será dividida em quatro grupos etários, e os vencedores receberão certificado de reconhecimento e uma sacola-surpresa com brindes.
Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos









