Sefit é apresentado na 68ª reunião do Cogef como sistema eletrônico de fiscalização em trânsito no DF

Dois projetos tecnológicos da Secretaria de Economia do DF foram mostrados ao Cogef durante encontro em Brasília.

O Governo do Distrito Federal apresentou o Sefit e projetos de inteligência fiscal durante a 68ª Reunião da Comissão de Gestão Fazendária (Cogef). O encontro ocorreu de terça (16) a quinta-feira (18), em Brasília. A apresentação mostrou como o sistema monitora mercadorias em trânsito por meio de câmeras e sensores, integrando dados para gerar alertas aos auditores da Secretaria Executiva da Receita da Seec-DF.

Apresentação e funcionamento do sistema

A equipe que expôs o sistema reuniu Silvino Nogueira, coordenador de Fiscalização Tributária; Hermógenes Boccanera, gerente do Sistema de Monitoramento de Mercadorias em Trânsito; e Rubens Costa, consultor de TI. Eles demonstraram o Sefit, solução que integra câmeras OCR para leitura de placas, balanças WIM que pesam caminhões em movimento e um aplicativo inteligente que envia alertas fiscais em tempo real.

Segundo Silvino Nogueira, “com essa automatização, quaisquer mercadorias que entrem ou saiam do DF, ou mesmo circulem internamente, serão fiscalizadas — e em tempo real”. Hermógenes Boccanera afirmou que o sistema surge como resposta à limitação da fiscalização tradicional, que dependia de blitz presenciais com baixa abrangência.

Uso de inteligência artificial e machine learning

O auditor Vinícius Di Oliveira, doutor em Informática pela Universidade de Brasília (UnB), apresentou análises sobre o uso da inteligência artificial na fiscalização tributária do Distrito Federal. Ele descreveu como o machine learning aumenta a efetividade da seleção fiscal ao automatizar a detecção de tipologias de sonegação.

O processo técnico, segundo Di Oliveira, começa com coleta e preparação de bases de dados. Em seguida há curadoria humana para mapear tipologias reais e identificar variáveis críticas. Por fim ocorre o treinamento dos modelos de ML para reconhecer essas tipologias de forma automatizada e escalável.

Di Oliveira também relatou que a Secretaria Executiva da Receita da Seec-DF treina LLMs para classificação tributária. O modelo, nativo em português do Brasil, tem 160 milhões de parâmetros e, segundo ele, superou o ChatGPT-4 no problema estudado. Entre as aplicações práticas, foi mostrado o uso de modelos para identificar empresas noteiras criadas para emitir créditos fraudulentos de ICMS.

Evolução das práticas de fiscalização

O auditor apresentou uma linha de evolução da fiscalização: a 1.0 exigia auditoria presencial e amostragem; a 2.0 passou a usar documentos eletrônicos e malhas fiscais; a 3.0 incorporou ciência de dados e machine learning; e a 4.0, apontada como estágio futuro, envolve inteligência artificial generativa, agentes inteligentes e fiscalização preditiva.

Com informações da Seec-DF

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Publicado em: 22/06/2026 às 18:29
Categoria(s): Distrito Federal